terça-feira, 30 de setembro de 2008
E a roda gira novamente...
Sim, o “trapaceiro” (RAGABASH), escolhido, egocêntrico ou seja lá como deseje chamar (ou xingar, sinta-se a vontade...) voltando à ativa, sinto algo, não muito, mas já o suficiente para arrepiar a espinha, isso já é um bom começo, quem sabe o que pode acontecer daqui pra frente... Sempre existe essa duvida sobre o que vem pela frente, enfim, o bom de ouvir as batidas pesadas no teclado, um pouco de inspiração voltando aquele velho sorriso carregado de sarcasmo, esperando um gancho para uma oportunidade, perder essa oportunidade? Jamais, desisti de várias coisas no meio do caminho, não quero isso de novo, palavras que vem e vão, chega da calmaria, temporadas curtas devem ser sentidas, vividas intensamente, sem remorso posterior, arrependimentos? Daquilo que não foi feito por falta de tempo, ou pela ressaca anterior mesmo...
Já disse antes, na duvida? Ame. Com certeza? Ame! Não sabe o que fazer? Ame...
O BLOGER CHAMADO ESTA DE VOLTA, PARA FELICIDADE DE ALGUNS E INICIO DO CAOS PARA OUTROS, VOCÊ FICA ALEGRE OU SENTE O CAOS SE APROXIMANDO E ARREPIANDO SUA NUCA?
NIARANJAN, PRESAS_DE_PRATA_RAGABASH, THE E.D.E., ou como queira chamar…
domingo, 21 de setembro de 2008
Ele medita na frente do computador, tudo quase finalizado, de forma satisfatória até, nem tudo estava perdido, seu som? Ultraje a rigor e cazuza, mistura inusitada, mas valia tudo, a cafeína lhe dava aquele gosto de sono, havia ingerido muito café, o que lhe dava um sono quase profundo, escrevia algumas coisas, não conseguia ficar parado, mesmo que lhe fosse mandado, quase imposto, queria criar, ler, escutar, tudo o que podia fazer...
Pensava em muitas coisas, algumas ele mesmo sabia que não eram merecedoras de preocupação, outras, por mais que negasse, martelavam suas idéias, como o som que se obtêm quando batemos ferro quente, mas não se permitia agir sobre essas idéias, seus “fantasmas do armário”, já havia sofrido muito para desistir de tudo, estava indo longe, mas não o suficiente, ainda tem muito chão para andar antes de enfrentar esses fantasmas, havia olhado a lua cheia mais cedo, uma única questão lhe vinha na mente inquieta: “-o que me reserva mais uma lua cheia?”, muitas conquistas ocorriam nessa lua, mas assim como a “lei de Murph”, quando era para perder, pagava um preço alto...
Seu cigarro acaba, vai ter que esperar ate acordar para comprar mais, se contenta com mais café, afinal de contas, é só ir pra cozinha preparar mais, café quente, recém saído do fogo, colocar na caneca verde de ponta quebrada, sentir o vapor subir e lhe tocar no rosto como um afago que não tem mais, o afago de um fantasma, mas aprender nem sempre é fácil, faz parte do show que chamamos de vida, um show de improviso, onde quem sabe improvisar melhor, leva o prêmio...
THE E.D.E.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
OFF LINE
contrariando tia Elza (Soares), fica decretado o estado off-line deste blog. Motivo?
1 SEM TEMPO
2 SEM INSPIRAÇÃO
3 FIM DE PERIODO
4 PERDIDO DE MIM MESMO
UMA DAS ANTIGAS(E QUE DEVERIA VOLTAR A SEGUIR...)
Vida
Vivo,
Vivo porque riu,
Vivo porque Choro,
Vivo porque gozo,
Vivo porque amo.
Choro,
Choro porque estou alegre,
Choro porque sou triste,
Choro porque me emociono,
Choro porque estou vivo.
Ando,
Para ali e para acolá,
Ando para qualquer lugar
Amo, Sim eu amo!
Porque choro,
Porque ando,
Porque vivo,
Porque eu riu e também porque gozo,
mas acima de tudo,
Eu vivo.
NIARANJAN (THE E.D.E.)
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
RETORNO
É no mínimo, inusitado sentir essas sensações novamente, não digo que é ruim tudo o que retorna, não, longe disso, só sei que para muitas ainda não é a hora certa, existe ainda um longo caminho, nada é perfeito, nem o “agir pelo não agir” da filosofia do TAO ou a vida sem limites Bukowskiana, tudo deve ter um meio-termo, um ponto de equilíbrio ou “yin & yang”, o que você achar melhor, darei este direito de escolha, embora a vida nem sempre nos dê uma opção, ela nos dá vários caminhos, nós em nossas “vãs filosofias”, somos cegos e retardados o bastante para não enxergar o que a vida nos oferece...
Não acho correto viver fugindo de si mesmo, não tenho mais saco pra esse tipo de coisa, não sou uma pessoa sem medos, várias coisas me dão medo, porém, sei da necessidade de enfrentar cada um dos meus medos, e não viver em bolhas de personalidade, isolado com medo de me machucar, se eu não vou conseguir vencer meus medos, paciência, prefiro a dor da derrota a duvida de não ter tentado (soa piegas, mas é verdade)...
Niaranjan do O`
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Tediosa perfeição
- O que foi, parece chateado?
- Nada. – odiava quando ela perguntava isso, queria dizer que era ela, mas não podia...
- Você está diferente, me diga o que houve.
- Não me lembro de lhe dever satisfação sobre minha vida pessoal, lembre-se sempre disso...
- Sei nada de misturar prazer e trabalho!
Ele mentiu para ela, achou que essa era à melhor forma de ter ela longe dele, não tinha o costume de relacionamentos, traumas anteriores, sempre deixou isso bem claro, - “Você me usa, eu lhe uso, cada um oferece prazer para o outro e só! Nunca espere mais de mim...“ ela dissera que concordava com isso, não tinha nenhuma intenção de prendê-lo, mas suas atitudes só provavam o contrario, e ele achava isso um saco.
- Já preparei tudo para as edições seguintes, não se preocupe com nada, eu já procurei inclusive os esclarecimentos que queria para sua parte...
Ele olha para ela com um olhar de desprezo, pois era tudo o que sentia por ela, não entendia com uma pessoa podia mendigar tanto assim outra, mas precisava pagar contas e a grana que o trabalho rendia era satisfatória para manter certo nível de vida que lhe era satisfatório.
- Eu já imaginava isso...
- Tudo para meu mais querido funcionário.
Ela sussurra em seu ouvido: - O mais delicioso também...
Ele a afasta sente que está chegado ao seu limite, o asco que sente é imenso, respira fundo, se vira e vai saindo da sala...
Niaranjan do O`
sábado, 26 de julho de 2008
O Atirador...
Ele chega ao local marcado, observa o local com a minúcia de um cirurgião, coloca o ponto em seu ouvido.
-Na escuta, montando equipamento, tempo para finalização como combinado.
-Copiado.
Era sempre a mesma voz fria que escutava em cada serviço...
Ele ajusta o equipamento, observa sua mira, o alvo esta no local. Sempre fora criticado pelo tempo que levava para aprontar o equipamento, fazer os devidos ajustes, aprontar tudo, mas sempre tinha uma resposta para isso: - arrume outro que faça o serviço da mesma forma que eu.
Nunca tinha ninguém como ele nesse tipo de execução, ele sabia disso e se aproveitava, podia ser arrogante o quanto fosse, ele era a pessoa que podia realizar a encomenda com a devida precisão.
-Alvo na mira, pronto para executar o tiro no momento indicado.
-Aguarde...
Não sabia fazer outra coisa da vida, não que não tive-se tentado, tentará muitas vezes, mas só assim era feliz. Sentia satisfação no que fazia, era algo ”frio” para quem não entendia do assunto, outros, não gostavam do serviço, diziam que era desvalorizado, de menor importância...
-Então execute uma encomenda sem esse tipo de serviço.
Essa era a resposta que sempre tinha, odiada, por quem escutava isso dele, mas verdadeira em cada silaba que saia de sua boca...
-Aguarde a ordem para o tiro...
-No aguardo.
Faltava pouco, era só esperar, a ordem, o “click” do tiro, alguns segundos e tudo estaria terminado, era desmontar o equipamento, acender o cigarro, seguir para o próximo local e executar tudo novamente...
-Corta! Tudo OK, todos vocês estão de parabéns...
Todos haviam realizado suas tomadas perfeitamente, os tiros dos câmeras tinham sido precisos, cada movimento captado, não seria preciso refazer a cena...
quarta-feira, 9 de julho de 2008
tedio...
Ele acorda, a dor de cabeça da ressaca bate em sua cabeça como um martelo em uma bigorna, e noite havia sido intensa, como quase todas as suas noites, muita bebida, sexo, uma noite promiscua mesmo, qualquer um diria que essa seria uma vida miserável, mas ele sentia em casa fibra de seu corpo a vida fluindo, e sempre queria mais. Come um punhado de amendoins do tipo japonês que sobraram em uma tigela, não tinha tempo para preparar nenhuma comida e se tinha algo pra prepara na dispensa, pega o capacete e sai na moto, não tem o melhor emprego do mundo, mas é feliz com o que faz... A ressaca desta vez foi muito perturbadora, tanto que nem viu o carro perfeito que acabara de bater...
Ele sai do carro que já não é mais perfeito, vê uma pessoa saindo de cima de seu carro perfeito, não sabe como reagir em uma situação fora de sua vida perfeita, ele observa as regras serem quebradas, seu dia , até então um exemplo de perfeição, foi brutalmente interrompido, e se sente estranho, uma sensação indescritível, mas não uma sensação ruim, ele entende que existem mais coisas que uma vida perfeita e regrada, e são, exatamente com essas imperfeições, que nos sentimos vivos...
Niaranjan
