quarta-feira, 11 de junho de 2008

-Não se apegue a mim, não quero ninguém com vínculos a mim, principalmente esse que você anda querendo criar...
Ela não acreditava no que estava escutando, mas não ia deixar isso transparecer e ambos sabiam disso:
-Relaxe, eu não estou me apegando a você, apenas aproveitando esses dias insanos de minha vida.
-Pode até ser,mas seus olhos não dizem isso...
-Você sabe que nunca alimentei nada com relação a nós dois.
-Assim espero, eu estou inconstante demais pra assumir algo deste tipo e também não quero nada que possa me atrapalhar...
-Sim eu sei, atrapalhar seus projetos e relacionamentos são algo que servem pra lhe atrapalhar.
-Ainda bem que você sabe onde se mete.
-Não tenho outra forma não é?
-Não...
Ela se levanta da cama, começa a recolher suas roupas, escutar esse tipo de coisa na manhã do dia dos namorados ,não era uma das dez coisas que gostaria de se escutar neste dia.
Ela nunca entendeu direito como tinha ido parar nessa situação, nunca tinha tido por esse tipo de relacionamento, sempre fora uma dessas meninas recatadas, que namora em casa, virgem e com todos os fricotes que manda esse figurino.
Até o dia que o conheceu, seus defeitos suas qualidades, ele reunia muitas coisas as quais, ela, que até então nunca se imaginou fazendo: bebendo, fumando, dias e noites sem sinal de vida pra ninguém, ela nunca tinha entendido esse padrão de vida, até que entrou neste padrão.
-Você me trata como uma das suas vadias! Mas eu não sou.
Ouvi-se um barulho surdo ela não entende o que ocorre até que se da conta que está com a mão enfiada na cara dele, tem um susto,observa a marca que fez em seu rosto,sente uma pitada de prazer em ter feito isso, ele a encara seus olhos negros nem piscam, o que lhe causa um maior desconforto, até que recebe uma única pergunta:
-Terminou?
-Se já agora que fez seu show, pode ir...
-Desejo lhe lembrar que se esta nessa situação é por que quer, nunca lhe prometi nada...
Ela escuta sem dizer nada, termina de se vestir e segue para universidade,estaciona seu carro, segue para sua sala, o dia será longo, a aula começa, demora até ele entrar, ela o observa,ele entra sem demonstrar nenhuma reação,senta e assiste a aula, ela não entende como ele consegue ser tão frio...
O dia termina, seu celular vibra, uma mensagem:
“Sou um caçador de prazer nesta vida, lhe dei prazer, ensinei um pouco sobre a vida,aproveite,pois é tudo o que sempre terá de mim,qualquer coisa,sabe onde me encontrar...”


Niaranjan

sábado, 24 de maio de 2008

Fúria, no mínimo o que pode definifir, o que sinto, caralho eu estudo 3 periodos, gravo até de madrugada muitas vezes, acordo as6 da manhãpra gravar às 7 e30 da manhã com minha pressão oscilando mais do que montanha-russa e para o que?!

Pra vir uma parasita deixar calipso tcando nas alturas enquanto eu tento ter um momento de descanso (eu mereço durmir também sabe?)

Eu tenho um gênio dificíl, sei disso muito bem, pois existem dias em que nem eu me suporto, mas o pior é que sei que quem vai sofrer mais no futuro com isso tudo vai ser minha mãe...

Nada que vinho e uma boa noite com pessoas que não tem nada a ver com minha vida possa amenizar...

Música alta também ajuda, sexo pra desestressar...

Oh pai, atende essas preces deste filho que além de tudo pede ombros mais fortes pra carrear essa cruz e a paciência que me falta.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Já tinha quase tudo terminado. Seu tempo começava a vagar, sentia a razão se esvaindo de seu ser, e os seu sentimentos voltando com força. Ele acende seu cigarro, começa a pensar em tudo o que tem vivido e como tem vivido, descobre ter perdido parte de si, nem mesmo tinha noção se queria recuperar o que tinha perdido, se via com outros olhos... faltam forças (talvez coragem, quem sabe?) para falar tudo o que sente, sabe que ainda não é a hora.Cabe apenas esperar, quem sabe o que o futuro reserva.

-Porcaria, o cigarro acabou.

Foi até o quarto, pegou a cigarreira e voltou pro jardim, não gostava de fumar dentro de casa, pois tem uma criança na casa. Começa a pensar, sua mente parada como um motor velho e parado, sente dificuldade em produzir algo...

meses depois... (1 mês e meio já sem cigarros, afinal de contas, onde se ganha o pão, não se come a carne...)

Engrenagens zunindo como motor recem saido da oficina, aqueles do tipo opala de motor 4.1 (praticamente um alcoolatra inveterado) com um carburador novinho em folha, pedindo pistas para correr...
Estou de volta, vamos sorrir, beber, chorar, trepar, arriar, trabalhar, estudar feito loucos e acima de tudo...

VIVER cada momento,
BEBER cada gole,
VENCER cada obstáculo,
APRENDER cada vez mais...

Niaranjan

quarta-feira, 30 de abril de 2008

nota de pesar

ela que sempre foi tão calejada, sofreu agora mais um golpe, depois um leve afago, uma tapa que doi em todos.

A cultura paraibana perde uma de suas grandes contribuidoras Rosa Cagliani.
Fica aqui a nota de pesar para a familia.
Niaranjan

terça-feira, 8 de abril de 2008

sentimentos

EU sou aquele que assiste tudo de meu camarote de orgulho e tristeza,
Carrego em minha alma a dor de não te ter.
Onde estão os seus beijos? Devo eu ficar assim largado ao nada?
Onde esta você me dizendo o que pensas frustando - se com minha calma?

Certa vez me perguntaram se ainda penso em você,
Minha resposta vem nesse clichê de filme barato:
"todos os dias..."
Não quero viver um amor de clichê de filme.

Quero te ter sempre, intensa em seus pensamentos.
Sombria com seus óculos que tanto odeio...
Até seu sarcasmo, me faz falta...


Mas sei que se um dia acontecer...
Será por vontade própria, sem fantasmas...
Apenas você...


Niaranjan do O`

acho que a emoção está voltando.
isso me da uma sensação de ambiguidade...
odeio esse embrulho na barriga de quando estou escrevendo um projeto de poesia

domingo, 6 de abril de 2008

temos a necessidade constante de nos sentir uteis, pelo menos eu sinto isso...
Fazia muito tempo que não me sentia assim, caralho, foi muito bom voltar a manusear uma camera, reconheço que apanhei, porra fazia praticamente um ano que não mexia com uma mini-DV, tava habituado a camera de estudio, com tudo já bonitinho. me senti como há muito não me sentia, revigorado, util, ocupando minha mente com algo produtivo, não que estudar não seja produtivo, mas é bom lembrar pra que estudo tanto na universidade, apesar que estou FUDIDO nesse periodo.

Vou ficar devendo um conto hoje, não estou afim de colocar algo inacabado, até pq estous em inspiração, ela me foi tomada por um tempo, mas proeto algo bom para seu deleite...
Niaranjan

sexta-feira, 7 de março de 2008

60 dias...

gosto de pessoas que se preocupam com outras, sério, só não gosto quando vem escrachar comigo por algo que aconteceu entre um círculo fechado de amizade, por mais que você não goste da situação que enxerga (nem eu), isso é assunto a ser tratado entre a pessoas deste grupo.
Você teve ótima inteção, e creio que houve uma falha de comunicação, e como já falhei assim antes com você, estamos quites.

Agora, a postagem do dia:

Dois meses exatos, em dois meses ele sentiu pela primeira vez o que aconteceram, seu tempo livre tinha começado a ficar maior e mesmo querendo ocupar com mais estudos ou lendo Gárcia Marquez, ainda tinha tempo livre agora.
Tinha aproveitado o dia sozinho para velhos hábitos, escutar música, fumar cigarro. No som, Legião Urbana, "Índios", - bom escutar legião - foi quando escutou o trecho que o tiraria do sério e faria pensar sobre tudo o que tinha acontecido nesses sessenta dias:

"Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim..."

- Renato Russo, seu filho da puta, você é o maior, mesmo que seja pra me lembrar as tristezas da vida.
Sentiu um sentimento que a muito não sentia, houve até um ensaio de lágrima nos olhos, mas eçe é orgulhoso demais e sabia que isso não condizia com a situação.
Terminou a música e seu cigarro, pegou a toalha e foi tomar banho, afinal de contas ele estava terminando algumas coisas, mas ainda tinha muito o que trilhar. Vestiu-se, caçou o velho all-star vermelho por entre a bagunça de seu quarto e foi embora.

Niaranjan